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sábado, 7 de março de 2015

Dossiê: 8 de março.

O dia 8 de março é uma data marcada pela luta dos direitos das mulheres. Considerando as datas históricas são importantes para refletir sobre vida em sociedade marcada por opressões, tomei a iniciativa de selecionar material sobre as histórias e as lutas das mulheres contra o Estado, o capitalismo e o patriarcado. O material reunido foi selecionado nas páginas de vários/as companheiras/as de luta e estudo. O dossiê não tem objetivo esgotar o assunto ou dar a linha, mas é claro que a seleção parte da minha visão e formação social, cultural e política. 

Em 2015, as redes sociais e os meios de comunicação independentes divulgaram o papel das  mulheres na luta do povo curdo contra o ISIS (Estado Islâmico), que também apresenta uma nova maneira de pensar e fazer a viver em sociedade. O primeiro artigo é “A revolução dentro da revolução e o protagonismo feminino no Curdistão (leia aqui) e o segundo artigo aborda o 8 de março das mulheres curdas (leia aqui).

Deixo uma menção à companheira anarquista, professora e assassinada pela ditadura no Uruguai Elena Quinteros. É a música de Daniel Viglietti dedicada Elena Quinteros:



Em Santa Catarina, o governador Raimundo Colombo realiza uma perseguição a uma companheira sindicalista ligada ao SINTE. As mulheres em luta insistem gritar contras as opressões. Deixo à nota pública de solidariedade a companheira sindicalista Viviane. (Leia aqui).

As mulheres que buscam uma organização para atuar no campo feminista em Joinville/SC, eu sugiro fazer contato com o Coletivo Feminista Mulher na Madrugada. Segundo consta, elas estão retomando o trabalho no corrente ano. (Visite aqui). 

O professor de história Anderson Corrêa publicou um resumo sobre a história do 8 de março. O texto é possível ler na página do facebook do autor. (Leia aqui).

Em 2007, tomei conhecimento da personagem Tina Modotti. Na ocasião da leitura da história em quadrinhos escrita por Ángel de la Calle, publiquei uma breve resenha do livro. (Leia aqui). 

Em outubro de 2014, o grupo irlandês WSI (Workers Solidarity Movement) publicou o texto Anarquismo, Opressões e Exploração com objetivo da promoção do debate no meio do movimento anarquista. O companheiro JG traduziu e publicou no seu blog Muito Além do Céu. (Leia aqui). 

Não posso deixar de fechar a postagem sem mencionar a Dona Irma, minha companheira de atuação no Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz.O perfil foi escrito pela jornalista Emanoele Girardi. (Leia aqui).  

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um dia para dizer "Ditadura Nunca Mais!"

Texto originalmente publicado na página do Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz (aqui).

Um dia para dizer Ditadura Nunca Mais!

A luta contra a ditadura civil-militar (1964-1985) nunca deixou de acontecer, mesmo nos anos da ditadura. No final da década de 1970 até o momento, coletivos e movimentos sociais reivindicam o direito à memória, à verdade e à justiça. No momento, pouco o Estado brasileiro realizou para fazer justiça punindo quem realizou o golpe de 1964 e as violações de direitos humanos.

Em Santa Catarina, resultado da pressão popular organizada em torno do tema, o dia 1º de abril foi decretado como Dia Estadual do Direito à Memória e à Verdade, como consta na Lei Nº 16.549, assinada pelo governador Raimundo Colombo. A luta organizada arrancou do governador Colombo um dia para lembrar os homens e as mulheres que combateram os tempos sombrios para milhares de trabalhadores e trabalhadoras.

Ao contrário do tom irônico que a escolha da data foi abordada pela crônica política catarinense, o 1º de Abril visa combater a perspectiva que o Estado brasileiro escamoteia. A Lei do Dia da memória e verdade abre espaço para inserir no âmbito escolar os seguintes pontos da história;

A) A ditadura como resultado de um golpe articulada por setores civis e militares para atender as demandas da classe dominante.

B) A ditadura realizou diferentes métodos de torturas, sequestros e violações de direitos humanos contra a humanidade.

C) Em Santa Catarina a repressão também aconteceu, inclusive com setores civis catarinenses beneficiados com agentes, assim como o povo catarinense resistiu aos tempos sombrios.

D) É possível debater as permanências da ditadura no período democrático, como a repressão ao movimento sindical, estudantil e social, assim como as violações realizadas pela Polícia Militar de Santa Catarina. Cabe à equipe pedagógica nas Escolas, assim como a Secretária da Educação de Santa Catarina, fornecer preparação para educadores e educadoras para atuar com o tema. Os direitos humanos são os norteadores para o trabalhar o tema. Neste sentido, os projetos e aulas deverão refletir e agir em defesa de toda vida humana, independente da fé religiosa, orientação ideológica, nacionalidade, sexualidade no intuito claro de combater as opressões.

O Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz, entidade fundada no combate a Ditadura Civil-Militar, está disposta a dialogar com educadores e educadoras sobre o tema, cobrar do Estado a formação, estimular os sindicatos e as entidades do movimento estudantil para pensar e agir em torno da memória e da verdade, tendo como norte arrancar a justiça com a punição dos violadores de direitos humanos nos 21 anos de ditadura civil-militar.

Como escreveu Malatesta, “Ao trabalho, companheiros! A tarefa é grande. Ao trabalho todos!


Maikon Jean Duarte é professor de História e diretor do Colegiado do Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz