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segunda-feira, 28 de março de 2016

Notícias 03/2016.

Uma modesta reunião de notícias, entrevistas, artigos, etc. O objetivo da reunião é oferecer diferentes recortes sobre os acontecimentos no Brasil e no mundo. 

O blog está aberto para sugestões e dicas. 

Bons estudos, meus queridos e minhas queridas. 

| Relações entre Cuba e EUA |

Fotografia expressiva com dois símbolos da política do continente americano. O Che,referência do povo latino americano, e Obama, primeiro presidente negro dos Estados Unidos. (fonte aqui)

Beisebol, diplomacia e tragédia – por Leonardo Padura, um dos grandes nomes da literatura cubana. (aqui)

Cuba e a discussão sobre os possíveis presos políticos. (aqui

Reportagem sobre a coletiva de imprensa (aqui)

Obama em Havana e Fidel em Nova York (aqui)

O jornalismo livre que começa a brotar em Cuba (aqui)

O Irmão Obama (aqui)

| Crise política em 2016 |

A visão do historiador José Murilo de Carvalho (aqui)

Reflexos intolerantes nas escolas (aqui)

Diferentes olhares sobre a crise política (aqui e aqui)

Impeachment artificial faz Brasil abrir fraturas expostas a cada dia (aqui)

A voz da periferia insatisfeita que (ainda) não foi protestar contra Dilma e o PT (aqui)

Lava Jato testa seus limites legais (aqui)

Acima dos muros (aqui)

Análise política da última semana de março (aqui)

| Estado Islâmico, ISIS e terrorismo |

Diferentes artigos e notícias sobre o atentado na Bélgica (aqui)

A nova normalidade (aqui)

Por que a Bélgica se tornou alvo dos terroristas (aqui)

Atentado terrorista no Paquistão mata 72 pessoas (aqui)


 | Imigrações, refugiados e direitos humanos |

As rotas de imigração no mediterrâneo (aqui)

O cemitério dos imigrantes sem nome (aqui)

| Arte e Sociedade |

Especial trata de conexões de países latino-americanos com dispersão de obras durante a 2ªGuerra (aqui)

| Ditaduras nos países latino-americanos |

Obama admite que EUA “demoraram a defender os direitos humanos” na América Latina (aqui)

Como a ditadura militar agia nas favelas do Rio de Janeiro (aqui)

Como a ditadura perseguiu militantes negros (aqui)

Pesquisas mostram que resistência à ditadura não foi apenas de pequenos grupos (aqui)

Milhares de argentinos vão às ruas nos 40 anos do golpe (aqui)

| Violências |

Violência policial: uso e abuso (aqui)

A política está sendo instrumentalizada pela política (aqui)

Reações diversas da PM em protestos, fator de risco em meio à polarização (aqui)

 | Gênero e feminismo |

Às que viveram antes de nós: histórias do Dia Internacional das Mulheres (aqui)

 | Religiosidade e intolerância |

Estado de espírito – reportagem especial sobre as práticas religiosas em Santa Catarina (aqui)

| Eleições nos EUA |

Eleições nos Estados Unidos (aqui)

Não há motivos para tanta raiva nos EUA (aqui)

Trump sempre foi Trump (aqui)

O discurso político de Sanders (aqui)






sexta-feira, 13 de março de 2015

Uma carta sobre o dia 15/03

Na quarta-feira, o jornal “A notícia” publicou uma reportagem sobre a manifestação do dia 15 de março. Na ocasião, uma fotografia de um ato chamado pelo MPL foi utilizada. No meu ponto de vista foi um erro o uso da fotografia, assim como de outros/as leitores/as. Depois das críticas a fotografia foi retirada da publicação. 

Eu realizei contatos telefônicos com a editora Marina Andrade, da redação do AN, que abriu o espaço para publicação de um artigo, mas depois o convite foi para publicação em formato em carta. A carta foi publicada no jornal impresso de hoje, 13/03, e no site do jornal (leia aqui).

Não vou para a manifestação do dia 15 de março

No dia 11/3/2015, o site do “A Notícia” publicou reportagem sobre a manifestação do dia 15 de março, que é apoiada pela Acij, pelos partidos políticos derrotados na eleição de 2014 e por setores conservadores como defensores da volta dos militares ao poder. A reportagem trazia uma fotografia da manifestação do dia 26/6/2013, organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) e que contava com a chamada “Vamos mudar começando pela tarifa zero: construir um transporte público, gratuito e de qualidade”. Dois eventos distintos, tanto na pauta quanto nas suas origens.

Nas redes sociais, diferentes vozes questionaram o uso da fotografia. Afinal, golpe, intervenção ou luta contra a corrupção são temas distintos de um transporte coletivo realmente público e para todos e todas. Isso não significa que as vozes que cito são favoráveis a Dilma, Colombo, Tebaldi, Darci, Carlito ou Udo. Pelo contrário, são vozes de homens e mulheres que atuam cotidianamente para além das redes sociais. Dedicam as suas vidas para construir outro mundo, onde a liberdade e igualdade são o norte para realização de uma cidade baseada na justiça e nos direitos humanos.

A manifestação agendada para o domingo não pretende avançar rumo ao mundo que almejamos, pretende trocar o governo A pelo B. Também não compreende que a corrupção está no cerne da existência do Estado e do capitalismo. Afinal, como já escreveram vários anarquistas, o capitalismo e o Estado são irmãos que nasceram no mesmo contexto e com os mesmos objetivos.

Em Joinville, temos exemplos claros de que a manifestação do dia 15/3 não levanta bandeiras de luta como os 24 processos movimentados pelas empresas de transporte coletivo contra o MPL e o processo administrativo que o governador Colombo move contra militante sindical da educação; assim como a crescente criminalização da luta por justiça social e a retirada de direitos dos trabalhadores, inclusive pelo governo federal. Por isso, afirmo que nossa luta é organizada diariamente nos locais de trabalho, estudo, moradia e lazer com os/as de baixo e à esquerda.

Maikon Jean Duarte, professor de história e membro do Centro dos Direitos Humanos Maria da Graça Bráz